Parafusos de metal ou absorvíveis?

Na Cartilha de Apoio Médico e Científico ao Judiciário, um trabalho desenvolvido pela Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Fesp) em parceria com o Centro Cochrane do Brasil, é possível analisar diversas situações de saúde em que a última novidade tecnológica pode não ser a melhor opção para o paciente. As respostas e conclusões lá publicadas (http://www.unimeds.com.br/caju/index.html), obtidas com isenção científica, servem para orientar médicos, pacientes e juízes sobre tratamentos médicos que, muitas vezes, são divulgados como sendo melhores que os demais. É o que acontece com o tema do capítulo sete da Cartilha: Parafusos Absorvíveis para Cirurgias de Joelho.

Quando parafusos são necessários?

Para chegar num ponto em que será necessária uma cirurgia como essa, é preciso que uma lesão grave tenha ocorrido. Num breve resumo do problema, se isso acontecer no ligamento cruzado anterior, que é um dos quatro maiores ligamentos do joelho, fica comprometida a estabilidade. Segundo a Cartilha, desenvolvida a partir de estudos de Medicina Baseada em Evidências, essa situação “está frequentemente relacionada a acidentes esportivos, podendo ainda ocorrer devido a acidentes automotivos, quedas e acidentes de trabalho. Além da instabilidade, causa inchaço e dor”. Quando é preciso um tratamento cirúrgico existem diversas alternativas, e a reconstrução com enxerto de tecido do próprio paciente vem sendo utilizada como método padrão. Exatamente para fixar o enxerto no osso, dois tipos de materiais são propostos: parafusos metálicos (de titânio ou aço) ou os absorvíveis. Esses últimos são uma inovação com a suposta vantagem de oferecer melhor evolução do paciente após a cirurgia e a absorção do parafuso no organismo, em média após dois anos de sua colocação. Além disso, é também um material mais caro. Diante dessas informações, a tendência de qualquer um seria optar pela versão absorvível, certo? Talvez, mas os pesquisadores da Cochrane se fizeram a seguinte pergunta: “O parafuso de material bioabsorvível oferece vantagens clínicas importantes que justifiquem a sua utilização?”.

Confira a matéria completa na página 14, da edição 54 da revista Universo Unimed. Clique AQUI para acessar a versão online.

Fonte: Comunicação Corporativa Fesp.

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